segunda-feira, 2 de julho de 2018

O que dizem as crianças sobre o CEMEI Irapará?



Muitos estudos têm apontado a escuta de crianças,  não só entendida como algo importante, mas como necessária para respaldar as decisões dos adultos sobre temas que influenciam diretamente sobre o dia a dia delas. Essas iniciativas são amparadas no pressuposto de que a criança é uma “pessoa completa, competente, curiosa, criativa, com direito a ser ouvida e atendida em suas necessidades específicas” (Cruz, 2008, p.12). Nesse sentido:
O que as crianças falam pode subsidiar ações a seu favor e contribuir para mudanças que as beneficiem, porque seu ponto de vista traz elementos que fortalecem pessoas e entidades preocupadas com os interesses das crianças e que desenvolvem ações para construir de melhores condições para que a criança viva sua infância (Cruz, 2008, p.14).

A cada semestre, realizamos avaliações na escola com intenção de melhorar a qualidade da educação que oferecemos no CEMEI Irapará, nessas avaliações é comum a participação de todos os funcionários e também das famílias/responsáveis pelos educandos. Ao final do segundo semestre, decidimos que seria essencial escutar o que dizem e o que pensam os principais interessados em melhorar a escola: as crianças!

Mas porque seria tão essencial escutar as crianças para avaliar a escola? A resposta mais objetiva seria afirmar que são as crianças quem vivenciam o currículo na prática, e além disso, acreditamos no real potencial que elas possuem de opinar sobre ele. Bebês e crianças captam com muita sensibilidade aquilo que muitas vezes os adultos não são capazes de enxergar... E captando a visão das crianças sobre o universo que as cercam no ambiente escolar, podemos refletir com mais segurança sobre os caminhos já percorridos, refazendo-os ou simplesmente mudando algumas rotas se assim for preciso.

Quando se trata de escutar as crianças, devemos considerar outras formas de expressão para além da oralidade: corporal, gestual, facial, pictórica... Portanto, é um trabalho complexo que deve ser realizado com cuidado e respeito:

“Ouvir a criança exige a construção de estratégias de troca, de interação, mais do que de perguntas e respostas, pelas quais se nega que as crianças constituem significados de forma independente. Assim, o momento da escuta tem que ser também o momento de expressão dessa representação, que é uma representação coletiva. (Rocha, 2007, pg. 49).

O trabalho de escuta das crianças no CEMEI, foi baseado na metodologia sistematizada no capítulo “A gente não quer só comida - falam as crianças” em “Consulta sobre qualidade da educação infantil. O que pensam e querem os sujeitos deste direito” (2006), que propõe a opção pela entrevista coletiva para deixar as crianças mais confortáveis e à vontade frente aos entrevistadores (adultos), outra decisão foi a de escolher crianças de 4 a 6 anos,  que representassem as turmas de MGI, MGII, Infantil I e II do CEMEI.
Os critérios de escolha das crianças foram: que estas quisessem participar e que fossem crianças que ficassem a vontade na presença de adultos. Essa escolha contou com a ajuda das professoras, e as crianças puderam se voluntariar a participar da escuta.
            O grupo foi montado com 1 criança do MGI, 4 crianças dos MGII A e B, 4 crianças do Infantil I e 2 crianças do Infantil II. O local escolhido para o grupo se reunir foi a brinquedoteca do CEMEI, e cada participante foi convidado a se apresentar dizendo seu nome e sua idade.

           Para contextualizar as crianças e explicar o motivo desse encontro, foi contada a seguinte história: “Em um lugar que não tinha escola resolveram construir uma bem novinha para as crianças, mas as pessoas que iam construí-la não sabiam o que fazer para que essa escola fosse bem legal. E por isso precisamos da ajuda de vocês!”
As crianças estavam animadas, motivadas e falando ao mesmo tempo.  Foi então necessário indicar um “microfone”, (que desse a vez de falar à criança), para que houvesse o mínimo de organização e todos pudessem se escutar.
A roda de conversa iniciou-se com a pergunta: 

“Para que serve a escola?” 

As respostas foram dadas pelas crianças mais velhas, e mostram que a brincadeira está presente no dia a dia do CEMEI, assim como questões relacionadas a habilidades sociais:

“Para se divertir, ir no parque, para aprender” .  (Samyra – 6 anos).

“Na escola a gente brinca”.  (Taemilly – 3 anos).

“É muito importante a gente ir para escola, para ensinar, para aprender e se divertir”.  (Pedro – 6 anos).

“Para aprender a dividir”.  (Pedro – 6 anos).

“Os filhos vão para escola para brincar”. (Taemilly – 3 anos).

As crianças do Infantil trouxeram também questões relacionadas ao saber sistematizado para justificar a importância da escola: 

“Aprender a escrever o alfabeto. O alfabeto é um negócio que ensina as letras”. (Pedro – 6 anos).

“A professora ensina a gente para fazer atividade.  Atividade é fazer desenho, pintar, brincar, desenhar”.  (Michel – 5 anos).

Quando perguntados sobre o que não gostavam no CEMEI Irapará, as respostas, na sua maioria, mencionaram situações de conflitos e regras sociais:

“Não pode jogar papel... bater no amigo, jogar lixo na escola”.  (Samyra – 6 anos).

“Não pode quebrar as coisas da escola, também não pode quebrar as cadeiras da “biblioteca” (brinquedoteca). (Samyra – 6 anos).

“Nessa escola ninguém bate”.

As crianças disseram que os lugares que elas mais gostam na escola são parque e brinquedoteca. Ao serem questionados sobre  o que mais gostam de fazer no CEMEI, brincar  foi citado de forma unânime.
Das brincadeiras citadas destacaram-se brincar de futebol no parque, brincar de pecinhas, brincar de casinha.
A questão de gênero apareceu espontaneamente, quando brincar de casinha foi mencionado. Algumas crianças afirmaram que menino não pode brincar de casinha, outras disseram que menina não pode brincar com menino. Quando questionados sobre o motivo, não souberam responder, mas quando perguntados se brincavam com determinada criança, afirmaram que sim. Algumas crianças então discordaram dizendo que sim, meninos e meninas podiam brincar juntos, e meninos podiam brincar de casinha. 
No tema alimentação, as crianças disseram que gostavam da comida do CEMEI, e quando questionadas sobre o que não gostavam não souberam dizer, disseram que gostavam de tudo, mas sugeriram que na escola houvesse brigadeiros, balas, e outras guloseimas.
Após certa insistência sobre o que não gostavam no CEMEI, tivemos uma resposta do Michel (5 anos) que a principio não entendemos:
“A hora dos bebês”
Perguntado sobre que hora seria essa, eis a explicação:
“É a hora que minha turma vai no parque e não pode correr, porque senão, tromba nos bebês”.  
“Não pode balançar que bate nos bebês”.
“Mas mesmo assim eu gosto dos bebês”  (Pedro – 6 anos).

Referindo-se ao momento que os bebês também estão no parque, conforme a proposta de Integração do CEMEI.




Convidadas a tirarem fotos dos locais que mais gostavam, os balanços de pneus ganharam destaque. Fizeram questão de mostrar várias possibilidades de brincadeiras nos balanços.



“Eu gosto mais do balanço, porque quando provei tinha medo, e não tenho mais, porque agora eu sei.” (Mallu).

“O parquinho porque o mais legal é se balançar”  (Samyra).

Outros locais também foram fotografados, como o gira gira, o balanço adaptado para cadeirante e a brinquedoteca.



“A brinquedoteca é o lugar que mais gosto, porque lá tem vários brinquedos, o que eu mais gosto é o pula pula.” (Michel – 5 anos).



No parque, foi mostrado lugares que são considerados perigosos, exemplo o morro gramado atrás da escola:


“Quando o mato está alto, fica perigoso, pode ter alguma cobra, algum bicho”.  (Samira – 6 anos).




A programação da semana da criança apareceu nos desenhos com destaque para o dia das brincadeiras com água:

“Foi o dia mais legal da escola”.

Foi especialmente lembrada por uma criança que não pôde participar da atividade com água (a mãe não o autorizou) e este ficou somente usando a mangueira para encher as piscinas.

“Fiquei triste porque eu queria tá lá dentro e eu tava doente”




Sobre a festa de aniversariantes do mês na escola, as crianças disseram que gostam, mas questionaram porque não tem brigadeiro.



Ao serem questionados que músicas costumam cantar na escola, as crianças do Infantil cantaram a música em japonês que ensaiaram para os visitantes japoneses que recebemos em outubro/ 17.
A participação das crianças mostrou que nas salas que existe a  prática diária de roda de conversa,  crianças são mais desenvoltas e seguras para se posicionar e dar sua opinião sobre diversos assuntos. O contrário também é verdadeiro, as crianças que não costumam participar de rodas de conversas, respondiam “Não sei” para a maioria das perguntas e não quiseram/ souberam se alongar nas respostas.
As crianças foram convidadas, após a roda de conversa,  a desenhar a escola, o que gostavam e o que não gostavam. 
Michel desenhou-se triste, pois não brincou com água na semana da criança.




Lara desenhou o parque, o balanço e a escada do CEMEI. Nicolas desenhou a sala de aula, enquanto ele e o colega brincavam, a professora os observava.




    O balanço apareceu em vários desenhos, assim como o fato da escola ter dois andares, como podemos observar no desenho da Lara (escada) e da Mallu.






A escuta das crianças evidenciou pontos que demandam atenção e replanejamento:
·      Os horários de parque comum por faixa etária, de maneira que as crianças vivam a integração, mas também tenham momentos de liberdade sem que isso possa significar risco para bebês e crianças menores.
·      A prática de roda de conversa precisa fazer parte da rotina diária das crianças para estimular a expressão oral.
·      A discussão da relação de gênero se faz necessária nos grupos de estudo das professoras, pois ficou evidente a divergência de ideias entre as crianças.
·      A manutenção da grama do parque precisa ser mantida para que não interfira na liberdade das brincadeiras na área externa.
As falas, corpos, expressões, desenhos e gestos das crianças, de um modo geral, expressaram situações bastante positivas, tendo o brincar como momento privilegiado na rotina do CEMEI e as figuras das professoras citadas de forma afetiva. As crianças demonstraram satisfação e suas falas condizem com a proposta de integração do CEMEI.

Responsáveis pela realização da escuta das crianças e relato: Professora Carol e Coordenadora Pedagógica Michele. 

BIBLIOGRAFIA

·      CAMPOS, Maria Malta; CRUZ, Silvia Helena Vieira. Consulta sobre a qualidade da educação infantil: O que pensam e querem os sujeitos deste direito. Cortez, 2006.
·      CRUZ, Silvia Helena Vieira. A criança fala. Escuta de crianças em pesquisa. Cortez, 2008.


sexta-feira, 29 de junho de 2018

Ciranda

Ciranda: atividade coletiva que une não só mãos, mas corações. Sorrisos transbordam numa ciranda, olhares se cruzam e o movimento da ciranda é o que faz o mundo girar... 


🎶🎶🎶Essa ciranda não é minha só, ela é de todos nós, ela é de todos nós 🎶🎶🎶

quinta-feira, 7 de junho de 2018




















"Aqui a gente dança
A gente deita na grama molhada
A gente escorrega com as crianças
Aqui a gente pula
Corre
E observa, respeita
Aqui a gente ri, dá colo, ganha
carinho e coceguinhas
Aqui a gente abraça, brinca e sobe no morro
Aqui a gente vive a infância"

Professora  Bruna


           





sábado, 12 de maio de 2018

Sábado letivo para se reunir com as famílias!

Hoje realizamos uma reunião com as famílias dos nossos bebês e crianças. 
As acolhemos com café da manhã preparado com carinho pela equipe da cozinha e professoras, em seguida subimos para reunião geral na brinquedoteca onde a coordenadora pedagógica falou sobre o brincar na escola: porque brincar é algo tão importante para bebês e crianças? Será que as crianças precisam de brinquedos para brincar? Meninos brincam de boneca? Porque eles se "sujam" tanto? Discutimos essas perguntas enquanto as imagens dos bebês e das crianças eram mostradas para exemplificar essas e outras questões.

 
Por todos os lados expomos os trabalhos das crianças e fotos explicando momentos importantes do dia a dia na escola.






Após a conversa na brinquedoteca as famílias se dirigiram às salas de referência para conversar com as professoras. Nessa pauta, foi explicado porque a escolha pelo trabalho pedagógico com projetos, e aproveitamos para apresentar os projetos de cada sala, de onde surgiram, porque a escolha "deste projeto", como está se dando o processo e como se dará a participação das famílias. 
Conversamos sobre as reposições da greve e diversos assuntos conforme especificidade de cada grupo.
Uma mãe levantou uma questão importante, queria saber porque o CEMEI Irapará não comemora datas como "dia das mães" (já que no dia seguinte à reunião seria dia das mães no calendário nacional). 
Explicamos, conforme já discutido anteriormente na elaboração do Projeto Político Pedagógico da escola, que seguimos a orientação da Secretaria Municipal de Educação: ao invés de comemorarmos na escola dia das mães e dia dos pais, comemoramos o dia da família (com oficinas, brincadeiras para integração de todos) em respeito à diversidade de famílias que existem hoje na sociedade - e na nossa escola. 
Aproveitamos o ensejo, e explicamos porque não "trabalhamos" as datas comerciais e que priorizam uma única visão religiosa como Páscoa, Natal, São João, uma vez que a escola deve valorizar a pluralidade e a diversidade, respeitando assim, todas as visões de mundo que as famílias possam ter. Foi uma conversa bem produtiva e importante.












Esses momentos de contato entre família e escola são muito valiosos para alinhamento e apropriação da proposta pedagógica do CEMEI, e também para o bom desenvolvimento de cada bebê e criança. Não deixem de participar!!! Agradecemos imensamente a participação da comunidade.

sexta-feira, 23 de março de 2018

Por que não posso entrar na sala hoje? Carta manifesto por nenhum direito a menos


Paraisópolis. Quinta-feira, 22 de março de 2018, duas semanas de greve. Passa das 9h00 horas da manhã, poucos presentes, estamos na escola, foi convocada uma reunião com os pais numa tentativa de demonstração de respeito por eles e por suas crianças. O diretor está falando do momento em que vivemos e como isso afeta e afetará ainda mais aos professor@s e consequentemente às crianças e à qualidade da educação.
Pouco tempo depois, ele chega, está acompanhado de sua mãe, entra com ela na escola e ignorando os adultos sentados ali no refeitório passa direto em direção as salas, sua mãe o chama de volta, ele não entende, para no meio do caminho – por que não posso ir para a sala? Não é essa minha escola? (depois, descubro infelizmente que não, mas voltemos por ora a cena), sua mãe lhe chama mais uma vez, ele não volta, não quer voltar. Ele quer entrar e com, no máximo, seus dois anos e pouco, faz com a mãozinha o gesto de chamamento, sorrindo através da chupeta – vem mamãe, vamos – parece dizer com seu corpinho.
Não. Hoje não. Então a mãe vai até ele e carinhosamente o pega no colo, ele resiste choraminga, não entende o porquê disso. Depois se acalma e brinca na mesa do refeitório sem entender o motivo de não o terem deixado entrar. Também nós não entendemos pequeno, o porquê a educação está sendo atacada a cada dia, também nós não entendemos, pequeno, porque querem diminuir nosso salário, porque querem precarizar o que já é muitas vezes tão precário, não entendemos, não entendemos mesmo, porque tantos por tanto tempo e ainda hoje dizem defender a educação, defender que é por ela que podemos salvar nosso país e no entanto não se importam com quem faz a educação, com quem pisa no chão da escola.
São tantos os discursos, mas ninguém realmente nos explica e talvez por isso não consigamos entender nem nós, nem você nem tantas outras crianças que não tem vaga na escola ou na creche apesar de isso ser um direito de vocês. Porque essa escola, depois, infelizmente, soube que não é a sua escola, é a escola da sua irmã, por isso você sabe onde ficam as salas, mas não é a sua sala, você não conseguiu vaga aqui, apesar de se sentir tão pertencente e se fazer tão presente.
Sim, pequeno, são tantas as coisas que não entendemos. Não entendemos porque lutar por nossos direitos possa assustar tanto alguns que detêm o poder a ponto de mancharem suas mãos de sangue, com nosso sangue, pequeno, nosso sangue escorrendo de nossos corpos assustados por tanta brutalidade. Nosso sangue que corre em nossos corações e mentes angustiadas por tamanho desmanche que estamos sofrendo e que tentam nos impor a cada ano.
Mas, pequeno, nem tudo é incompreensão e angústia e vocês nos mostram a renovação da vida diariamente e de vocês, crianças, nós entendemos! Nós estudamos muito e nos esforçamos diariamente para entender vocês, porque vocês têm muito a nos ensinar, mas só quem tem ouvidos de ouvir e olhos de ver é que consegue aprender com vocês.
E como aprendemos, aprendemos que os tempos são diferentes, que brincar é tão, mas tão importante e que faz toda diferença na vida de todo mundo; aprendemos que ajudar é legal, que abraçar é bom, muito bom; aprendemos que às vezes o que mais precisamos é de um colinho amoroso; que elogios fazem bem; aprendemos o quão importante é saber ouvir; saber respeitar o outro; aprendemos que somos e não somos todos iguais e que está tudo bem. Aprendemos como é bom poder brincar lá fora, no parque, na grama, na terra; aprendemos que cair faz parte e que às vezes dói, dói muito e o mundo parece acabar, mas que depois passa, tudo passa; aprendemos a perdoar, muito fácil e rápido; a fazer amizades; a dividir a comida, a água; a compartilhar carinho, amor, cuidado.
Espero que também eles possam aprender com vocês, pequeno. Aprender que educação se faz sim, com amor e sensibilidade, mas que o amor, apesar de toda sua grandeza, não enche barrigas, não compra materiais e brinquedos, não paga contas, não garante uma formação inicial e continuada de qualidade, não paga funcionários da cozinha, da limpeza, não cai na conta no final do mês,  o amor não constrói mais escolas, não redige leis que garantam o direito de nossas crianças, e a qualidade de sua educação. É preciso estrutura para se educar com amor; é preciso material de qualidade; é preciso que professoras e professores tenham uma boa formação e sejam valorizados; é preciso que as crianças tenham, de fato, acesso a uma escola de qualidade, sem salas superlotadas e com estrutura para recebe-las; que elas sejam ouvidas e respeitadas; que os funcionários (terceirizados) das escolas sejam respeitados humana e profissionalmente; que se lute pela melhoria e não, que se precise a cada novo momento lutar para não perder direitos já conquistados.
É por essa luta, para não perdemos direitos e para que vocês não percam o, infelizmente ainda, parco direito de vocês que hoje você não pôde entrar, mas desejamos e lutamos para que você volte e não venha só trazer sua irmã, mas que também fique, nos mostrando a nós atentos educadores tudo que vocês têm para nos ensinar.
Uma professora